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Pesquisas apontam que 46% dos homens ficam ansiosos antes da consulta com o urologista

Novembro Azul é um aviso de que a saúde dos homens deve prevalecer durante todo o ano



O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no mundo. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer, o INCA, a doença fica em primeiro lugar, atingindo cerca de 29,2% da população masculina, seguido pelo câncer de cólon e reto (9,1%), pulmão (7,9%), estômago (5,1%) e cavidade oral (5%) como os mais comuns no gênero.

O estudo ainda demonstrou que entre 2020 e 2022, o Brasil deve registrar 625 mil novos casos de câncer por ano. Considerando-se todos os demais tipos de câncer, os mais frequentes na população geral, dentro do período, são mama e próstata (66 mil casos cada). Mas como evitar que isso aconteça? Diálogo e prevenção sempre serão os grandes aliados nesta batalha silenciosa, seja contra o câncer, seja contra questões de saúde mental.

Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia apontou que, no período de 1 ano, cerca de 82% das mulheres foram ao médico pelo menos uma vez, contra apenas 69% dos homens. O número vem aumentando nos últimos anos, mas as mulheres ainda têm a liderança quando o assunto é saúde e prevenção. Desde muito jovens as mulheres são incentivadas a cuidarem de sua saúde, começando a rotina de prevenção, geralmente, na primeira menstruação. Além disso, estão mais propensas a falarem sobre temas considerados difíceis e que impactam na esfera emocional, familiar e profissional.

“Cuidar e prevenir questões de saúde mental é muito importante em casos de diagnósticos oncológicos. O câncer de próstata, especificamente, é uma experiência com grande impacto emocional nos homens, podendo levar à depressão e crises de ansiedade”, explica Ines Hungerbühler, psicóloga, PhD e líder do Time Clínico do Wellz, solução de saúde mental desenvolvida pelo Gympass. “Segundo uma avaliação realizada pela Abbot, cerca de 46% dos homens ficam ansiosos antes da consulta com o urologista e 50% têm medo de descobrir um problema sério de saúde, o que nos mostra que a possibilidade de um diagnóstico positivo pode causar sintomas mais severos na saúde mental desses homens, além de ser preocupante o fato de que, após anos do estudo, os homens ainda têm grande resistência aos cuidados com a saúde”.

A avaliação, realizada pela Abbot em parceria com a Men’s Health Network, entrevistou 2.000 homens cisgêneros, e mostrou que 52% dos entrevistados costumam ir a um médico quando algo precisa ser "consertado", e a maioria (63%) relata que a dor prolongada e grave é o principal "ponto de decisão" para uma consulta médica. Episódios de vômito, sangramento ou coceira por si só não são fatores suficientes.

Falar sobre saúde mental e sobre questões que afetam a saúde em geral, é o primeiro passo e esse também é um papel do RH das empresas. O apoio e ações de incentivo que visam oferecer maior abertura para que o tópico seja explorado, são essenciais. Bem como benefícios para que esses colaboradores cuidem da saúde mental e tenham mais recursos para enfrentar possíveis prognósticos médicos pouco favoráveis, por exemplo. Além disso, empresas que incentivam o exercício físico de maneira regular, principalmente em companhias em que as demandas de trabalho mental são maiores que as demandas físicas, ajudam os colaboradores a melhorar suas condições físicas e manter o equilíbrio emocional.

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