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Pernambucano é premiado por reportagem da CNN que derrubou ministro

O jornalista pernambucano Leandro Magalhães, atual âncora da CNN Brasil, recebeu menção honrosa do Prêmio IREE


Foto divulgação: Assessoria de Imprensa


O jornalista pernambucano Leandro Magalhães, atual âncora da CNN Brasil, recebeu menção honrosa do Prêmio IREE (Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa) de Jornalismo 2023 pela reportagem que revelou imagens exclusivas do Palácio do Planalto, sede administrativa do governo brasileiro, no dia 8 de Janeiro de 2023.


A comissão julgadora responsável é formada pelos jornalistas Alex Ribeiro, Bernardo Melo Franco, Camila Mattoso, Luviana Garbin e Rachel Gamarski.

As imagens obtidas pela CNN Brasil das câmeras de segurança do Palácio do Planalto revelaram um trabalho minucioso que provocou a queda do primeiro ministro do governo Lula 3 e motivaram a abertura de uma CPMI no Congresso Nacional. Um trabalho investigativo que há anos não era visto pela imprensa brasileira.


A CNN analisou 160 horas de gravação, que revelaram uma postura suspeita dos que eram responsáveis pela segurança do Palácio do Planalto: militares do Gabinete de Segurança Institucional). A reportagem levantou ainda vários questionamentos: integrantes do atual governo sabiam da real chance de invasão do Palácio do Planalto? Eles foram coniventes com os atos de vandalismo? Por que o GSI colocou as imagens sob sigilo de justiça e não divulgou na íntegra para a imprensa, que havia solicitado as imagens? O Palácio do Planalto alegou que os militares eram do governo anterior, de Jair Bolsonaro. Mas por que mantiveram os militares ainda durante o governo de transição de outubro de 2022 a janeiro de 2023? E por que não aumentaram o efetivo de militares no dia 8 de Janeiro no Palácio do Planalto?


A matéria assinada pelo jornalista da CNN Brasil Leandro Magalhães — que foi hostilizado por sites da esquerda na época, que tentaram desqualificar a reportagem, sem sucesso, — revelou militares facilitando a entrada dos invasores no Palácio do Planalto. Integrantes do GSI circulavam entre os criminosos, cumprimentavam os invasores de forma cordial e até serviram água mineral. As imagens também revelaram a presença do ministro-chefe do GSI, general Gonçalves Dias, circulando no terceiro andar do Palácio do Planalto entre os invasores, que tinham acabado de depredar o patrimônio público. 



O material que foi ao ar pela CNN Brasil no mês de abril colocou em xeque a versão do governo de que não houve conivência por parte dos funcionários do GSI da gestão Lula. Meses antes, o governo Lula havia divulgado somente para a TV Globo imagens editadas das câmeras de segurança do Palácio do Planalto, sem mostrar o tratamento cordial de militares com os criminosos, tampouco a presença do chefe de segurança do palácio, general Gonçalves Dias, após 1h30 da invasão do local. O general foi pressionado a pedir demissão após a exibição da reportagem da CNN Brasil.



O trabalho investigativo do repórter Leandro Magalhães e da CNN Brasil motivou o Congresso Nacional a aprovar a CPMI para investigar os atos do dia 8 de Janeiro de 2023. No entanto, o governo Lula se mobilizou para ter maioria dos parlamentares na comissão. A relatoria ficou a cargo de uma das aliadas do governo, senadora Eliziane Gama. Apesar de a CPMI ter revelado que relatórios da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) informaram várias vezes ao ministro-chefe do GSI, Gonçalves Dias, sobre a real possibilidade de invasão de prédios públicos da Praça dos Três Poderes, o relatório não pediu o indiciamento do general.


Após a divulgação das imagens sigilosas pela CNN Brasil, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou a divulgação de todas as imagens do circuito de segurança do palácio. Mas a CNN Brasil já havia revelado tudo.

Texto: Magno Martins

@leandro_magalhaes_cnn

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