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Nutricionista do CEJAM alerta para fatores intestinais que podem levar à obesidade



O excesso de peso aumenta consideravelmente o risco de desenvolvimento de patologias, como diabetes, pressão alta, apneia do sono, trombose e distúrbios no ciclo menstrual, além de problemas cardiovasculares e diversos tipos de câncer. Dessa forma, pessoas obesas têm a saúde considerada mais frágil.

No Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, celebrado em 11 de outubro, a nutricionista Alice Coca, que atende na UBS Jardim. Paranapanema, gerenciada pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, alerta para os principais fatores intestinais que podem aumentar o risco de obesidade. A doença, que pode surgir tanto por predisposição genética como por consequências de maus hábitos alimentares e de vida, gera um acúmulo de gordura no corpo, normalmente causado pelo sedentarismo e consumo excessivo de alimentos com alto valor calórico. “Estas calorias, por sua vez, são superiores ao que o organismo usa para a manutenção e a realização das atividades diárias”, explica. Entre os fatores intestinais que podem levar à obesidade, a nutricionista destaca a constipação, que pode ser agravada pela alimentação inadequada e pouca ingestão de fibras. “O problema causa a proliferação de bactérias maléficas, que aumentam a compulsão por alimentos ricos em carboidratos e extremamente doces”, destaca. Conforme Alice, estas bactérias podem levar ao mau funcionamento intestinal. A especialista ressalta que a pouca ingestão de água e de fibras pode contribuir também para a chamada hiperpermeabilidade intestinal, problema em que as substâncias nocivas são absorvidas com facilidade pelo organismo, gerando inflamação e contribuindo para o aparecimento de doenças e dores de estômago. Fatores de risco A nutricionista afirma que não existe uma idade certa na qual os fatores intestinais sejam mais frequentes. No entanto, devido ao aumento da ingestão de alimentos ultraprocessados e industrializados pela população infantil, eles podem aparecer cada vez mais cedo, principalmente na população feminina. Além da constipação, diarreias, gases em excesso e compulsão por doces e carboidratos no geral podem ser indícios de fatores intestinais e levar à obesidade. Entendendo a obesidade O diagnóstico da obesidade é clínico e baseado no Índice de Massa Corporal (IMC), que é dado pela relação entre o peso e a altura, considerando menor que 18,5 abaixo do peso; entre 18,5 e 24,9 peso normal; entre 25 e 29,9 sobrepeso; e igual ou acima de 30 obesidade. “O IMC é muito utilizado para avaliar a obesidade em nível populacional. Porém, quando se fala em avaliação individual, ela deve sempre ser um parâmetro complementar à avaliação completa. Esta, por sua vez, contempla a circunferência abdominal e a avaliação antropométrica, que afere as dobras cutâneas e demais circunferências corporais.” A avaliação individual é importante para estimar também a massa muscular, já que o peso não é composto somente de gordura, mas também de músculos, ossos e água. Serviços disponíveis Muito além da estética, o tratamento da obesidade tem como finalidade alcançar uma série de objetivos, e a saúde é o principal deles. Conforme a nutricionista, o processo pode ser feito a curto ou longo prazo, por meio das intervenções multifatoriais que combinam dieta, exercícios físicos, mudança comportamental e até mesmo utilização de medicamentos, caso o especialista que estiver acompanhando o paciente avalie necessário. No Sistema Único de Saúde (SUS) existem diversos serviços dedicados às pessoas que buscam perder peso de forma saudável e com acompanhamento médico, como o Grupo de Combate à Obesidade, presente em algumas UBSs gerenciadas pelo CEJAM. “Estes grupos são compostos por equipes multidisciplinares, com profissionais como nutricionistas, educadores físicos, fisioterapeutas, psicólogos e terapeutas, para quem precisa de ajuda com reeducação alimentar e atividade física para lidar com a obesidade”, detalha. As unidades participantes disponibilizam grupos de apoio abertos e fechados, dependendo da necessidade. Qualquer pessoa pode participar, até mesmo quem não é paciente da unidade. Basta apresentar o cartão do SUS. A importância da prevenção Segundo Alice, o excesso de peso não necessariamente indica que a pessoa está gorda e que tenha uma saúde frágil. No entanto, é muito importante a avaliação de um profissional. Além dos problemas físicos, a obesidade ainda pode afetar a saúde emocional e psicológica, já que pessoas obesas podem desenvolver baixa autoestima e depressão. “A melhor forma de prevenir a obesidade é a partir da conscientização da importância de uma vida saudável. Para isso, os pais devem ensinar e dar exemplos aos seus filhos acerca da importância de um período dedicado à prática de atividades físicas, bem como uma dieta equilibrada, baseada em alimentos saudáveis, de preferência in natura ou minimamente processados, que podem evitar os fatores intestinais e, consequentemente, a obesidade”, finaliza.

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