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Mulheres têm preferência por investimentos de baixo risco, aponta levantamento da Onze

Atualizado: 12 de abr. de 2022

Fintech analisou mais de 19,4 mil respostas para compreender diferentes comportamentos do público feminino e masculino



Foto divulgação: banco de imagens


A participação feminina no mercado financeiro tem crescido cada vez mais. De acordo com dados divulgados pela B3, apesar de ainda baixo (29%), o número de mulheres na bolsa de valores atingiu recorde no ano passado. Dentro desse contexto, a Onze, fintech de saúde financeira e previdência privada, analisou mais de 19.400 respostas - de pesquisas realizadas entre outubro de 2021 e janeiro de 2022 - e concluiu que, no geral, as mulheres têm um perfil de investimentos mais conservador, enquanto os homens têm um perfil mais agressivo.

Por exemplo, para realizar suas metas financeiras este ano, 32,4% das mulheres pretendem investir na poupança, 13,9% em títulos de renda fixa e 9,4% em fundos de investimento. Entre os homens, 27,8% optam pela poupança, 26,1% em títulos de renda fixa e 19,1% em fundos de investimento.

“A diferença dos perfis fica mais evidente quando analisamos investimentos de maior risco, como ações e criptomoedas. Para as mulheres, são as opções menos escolhidas, apontadas por 8,2% e 6,7%, respectivamente. Já entre os homens, 19,3% optam por ações e 18,4% por criptmoedas”, pontua Ana Paula Netto, consultora financeira da Onze.

Ana lembra que existe uma relação direta entre risco e retorno. Quanto mais risco você estiver disposto a assumir, maior será provavelmente seu retorno. Ao mesmo tempo, vale lembrar que a abertura ao risco está diretamente ligada ao momento de vida, horizonte de tempo, objetivo e perfil de risco de cada pessoa.

A análise também levou em consideração os investimentos realizados com o décimo terceiro, ao final de 2021, e o mesmo comportamento é observado. Títulos de renda fixa foram os preferidos para ambos os públicos -- 50% entre os homens e 48% entre as mulheres. Quando analisado o apetite ao risco, os homens foram mais agressivos: 47,9% optaram por ações, 36,9% por fundos de investimentos e 26% por criptomoedas. Entre as mulheres, 39,3% optaram por ações, 33% por fundos de investimentos e 12% por criptomoedas.

Já em relação aos hábitos de investimentos recorrentes, a poupança é a preferência das mulheres (44%), enquanto títulos privados são a principal escolha dos homens (35%). Nesse sentido, o público feminino acaba optando por uma das menores rentabilidades do mercado.

Por outro lado, os dois públicos se mostram disciplinados para realizarem suas metas financeiras ao longo do ano. A preferência de homens e mulheres é poupar mais mensalmente ou criar novas formas de renda em vez de resgatar investimentos, se endividar ou até vender o carro.

Os números são bem próximos: entre as mulheres, 49,7% dizem que vão poupar mais mensalmente, 42,7% criarão novas formas de renda e 4% pretendem buscar empréstimos ou financiamentos. Resgatar investimentos (2,3%) e vender seu carro/imóvel (1,1%) têm baixíssima adesão.

Já entre os homens, 45,6% dizem querer poupar mais mensalmente, 45,5% vão criar novas formas de renda e 4,4% buscarão empréstimos/financiamentos. Resgatar investimentos (2,5%) e vender seu carro/imóvel (1,8%) também têm pouca aderência.

"Os hábitos voltados à economia de dinheiro também são similares entre os públicos. A maior parte de ambos prefere reduzir custos, seja evitando compras desnecessárias (68% mulheres e 67% homens) ou até mesmo pesquisando locais com preços mais baratos (51% das mulheres e 47% dos homens), opções que se destacam à frente de encontrar novas formas de receitas", explica Ana Paula.

Por fim, quando se diz respeito à aposentadoria, mulheres e homens, em sua maioria, acreditam que a renda neste período virá do INSS - 56,2% e 54,4%, respectivamente. Porém, os homens (36,2%) contam mais com aplicações financeiras para se aposentar do que as mulheres (27%).

A previdência privada vem em terceiro lugar e é opção de 23,5% dos homens e 19% das mulheres. “É importante observar que uma parcela significativa de ambos os públicos aponta que a renda virá do próprio salário, pois acredita que continuará trabalhando: 30,8% entre os homens e 27% entre as mulheres”, conclui Ana Paula.

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