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5 mitos sobre a mamografia

Data é celebrada em 5 de fevereiro. Pandemia fez com que mulheres adiassem a realização da mamografia no Brasil, diz estudo




Comemorado em 5 de fevereiro, o Dia Nacional da Mamografia tem como meta chamar a atenção para a importância desse exame, que é o principal método para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Apesar de essencial, um estudo recém-publicado no Journal of Multidisciplinary Healthcare mostra que, no Brasil, durante a pandemia da Covid-19, mais de 80% das mulheres não foram rastreadas para câncer de mama (80,2% de 1.325 mulheres com idade para mamografia).

Segundo o levantamento, dentre os motivos mais frequentes para a não realização de exames de triagem e de rotina estava o medo se infectar com o Sars-COV-2, dificuldade de agendamento de consulta no centro de saúde e a decisão pelo adiamento do exame para quando a pandemia acabar. O estudo mostra também que mulheres sem comorbidades realizaram significativamente mais mamografias e exames de sangue de rotina do que mulheres com comorbidades.

Para esclarecer alguns mitos sobre esse exame, a especialista em Radiologia pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), Marcela Balaro, coordenadora de Imagem Mamária do Richet Medicina & Diagnóstico, fez uma lista. Confira abaixo:

1 – O exame deve ser realizado apenas em mulheres com mais de 50 anos

Não existe um consenso mundial sobre a idade e a periodicidade dos exames para a investigação do câncer de mama nas mulheres assintomáticas. O National Comprehensive Cancer Network (NCCN), recomenda mamografia anual, a partir dos 40 anos. Na Europa, o Programa de Rastreamento da Inglaterra convoca as mulheres a partir de 47-50 anos a 69-73 anos para realização do exame a cada 3 anos. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que mulheres entre 50 e 69 anos façam a cada dois anos. Já a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda a mamografia a partir dos 40 anos, anualmente. Mas, vale dizer que, independentemente da idade, toda alteração palpável na mama deve ser avaliada. O ginecologista ou mastologista deve ser procurado para indicar o melhor método diagnóstico, baseado no exame clínico, sexo, idade e fatores de risco.

2 – É um exame muito doloroso

Apesar do desconforto, a compressão é rápida e não gera qualquer lesão na mama, sendo imprescindível para o diagnóstico preciso.

3 – O silicone atrapalha a mamografia

Próteses de silicone não impedem a realização da mamografia, uma vez que existem manobras específicas para realização do exame em pacientes com próteses mamárias, permitindo o diagnóstico precoce do câncer de mama nesse grupo.

4 – Preciso ficar em jejum para realizar o exame

Não há necessidade de nenhum tipo de preparo para realização da mamografia, mas deve se evitar o uso de desodorantes.

5 – O exame clínico é suficiente

O exame clínico das mamas por um médico treinado é um complemento essencial para avaliação das doenças mamárias, podendo ser usado para diagnóstico diferencial de lesões palpáveis da mama. Nas pacientes sem sintomas, pode ser uma alternativa ou um complemento ao rastreamento com mamografia, principalmente nas mulheres jovens. Mas, vale ressaltar, que não há recomendação favorável ou contra sobre a eficácia do rastreamento com o exame clínico, pois ainda falta respaldo científico.

Fonte: Dra. Marcela Balaro médica coordenadora de Imagem Mamária do Richet Medicina & Diagnóstico e especialista em Radiologia pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA)

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