top of page

Cultivar amizades contribui para o bem-estar e reduz os níveis de estresse

Psicóloga Renata Fernandes, da Meu Doutor Novamed, destaca a importância da afetividade para a saúde física e emocional




A amizade está entre os fatores que mais influenciam a saúde, de acordo com a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Uma pesquisa realizada continuamente pela instituição nos últimos 80 anos confirma que construir e manter laços de amizade ao longo da vida pode prevenir diversas doenças, além de ajudar no desenvolvimento de uma vida mais feliz.

“A amizade é considerada uma rede de suporte social muito relevante, capaz de ajudar os indivíduos a superar várias questões existenciais, como o encorajamento diante de dificuldades e o auxílio em situações de perdas. Construir laços é uma habilidade social fundamental para uma vida saudável e plena”, comenta a psicóloga Renata Fernandes, da rede de clínicas Meu Doutor Novamed.

Ainda segundo o estudo da universidade norte-americana, ao construir laços de amizade, a longevidade pode aumentar em até dez anos. Para pessoas com mais de 70 anos de idade, ter amigos pode significar 22% a mais de chance de chegar aos 80 com melhor perspectiva de vida. Muito mais do que o apoio social, a amizade proporciona a troca de experiências, pensamentos e emoções, fortalecendo a saúde em todos os seus aspectos.

“A amizade faz bem para nossa saúde física e emocional. Os vínculos afetivos despertam as emoções positivas, promovendo bem-estar”, destaca Renata Fernandes.

Ela recorre à psiconeuroimunologia -- campo cientifico que pesquisa a relação entre cérebro, comportamento humano e sistema imunológico, bem como as conexões para com a saúde física e a doença -- para explicar os efeitos dos laços afetivos na saúde: “Segundo a psiconeuroimunologia, o elo da amizade é poderoso, pois liberamos hormônios de prazer como a oxitocina -- considerado o hormônio responsável pelo vínculo -- e a serotonina -- popularmente conhecido como o hormônio da felicidade”, completa a psicóloga da Meu Doutor Novamed.

Durante a revisão de diversos estudos feitos nos Estados Unidos, por especialistas da Brigham Young University e da Universidade da Carolina do Norte, constatou-se que os efeitos da falta de amigos são comparáveis aos problemas provocados por doenças como a obesidade ou pelo abuso de álcool, por exemplo, o que torna a amizade tão importante quanto se exercitar e se alimentar bem.

“Mais do que melhorar a saúde física, as relações de amizade têm grande importância na saúde emocional das pessoas. A troca de afeto ajuda a diminuir a liberação de alguns hormônios relacionados ao estresse, como cortisol e adrenalina. Uma pessoa que tem amigos fica menos doente, as amizades reforçam o sistema imunológico. Fazer um passeio com um amigo, tomar um café, participar de um happy hour, sair para dançar, todas essas atividades provocam a liberação da serotonina”, destaca a profissional da rede de clínicas Meu Doutor Novamed.


Os pesquisadores reforçam a ideia de que médicos e profissionais da saúde devem alertar seus pacientes sobre a importância de cultivar laços afetivos.

Entre os principais benefícios da amizade, estão:

1. Ter uma rede de apoio afetivo -- Relações baseadas na amizade despertam sentimentos de acolhimento e empatia, que auxiliam no enfrentamento de situações de estresse e ansiedade. 2. Favorece a longevidade -- Em alinhamento com as pesquisas, a ausência de amizades tem impacto negativo na saúde física do indivíduo. Em contrapartida, construir laços pode aumentar a expectativa de vida. 3. Reduz o risco de doenças -- A partir de laços emocionais estabelecidos em relacionamentos significativos, é possível reforçar o sistema imunológico, visto que se tornam protetores contra sentimentos de desesperança ou desamparo.

Impactos da pandemia

A psicóloga da rede Meu Doutor Novamed alerta para os efeitos do isolamento na saúde emocional. “O isolamento social torna as pessoas mais suscetíveis a apresentar transtornos de saúde emocional, devido à privação e contenção social, ocasionando sofrimento psíquico, em especial, relacionado a estresse, ansiedade e depressão. Por isso, é importante buscar formas de conexão com outras pessoas para compartilhar momentos agradáveis, ainda que virtualmente em alguns momentos, por conta das necessárias restrições durante a pandemia”, comenta Renata Fernandes.

De acordo com o relatório “Strengthening mental health responses to COVID-19 in the Americas: A health policy analysis and recommendations”, da Organização Panamericana de Saúde, quatro em cada dez brasileiros (44%) tiveram problemas de ansiedade e outros 61% apresentaram quadro de depressão durante o período de isolamento social.

“Os impactos do distanciamento social, ocasionado por mudanças socioambientais, trazem mudança na rotina e restrição em contatos físicos. Além das mudanças de comportamento, apresentam impacto sobre as mudanças emocionais, como insônia, solidão, melancolia e medo”, destaca a psicóloga da rede Meu Doutor Novamed, que complementa: “A ressocialização neste caso é considerada condição determinante para o desenvolvimento das habilidades sociais, especialmente para as crianças e adolescentes, minimizando os sintomas de ansiedade social, promovendo a saúde mental e reduzindo as sequelas psíquicas do período pandêmico”.

10 visualizações0 comentário

Comentarios


bottom of page