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Como o álbum da Copa pode fazer você entender a revolução das criptomoedas

Por Analía Cervini, Vice Presidente de Comunicação da Bitso



João compra seu álbum da Copa e começa a juntar figurinhas. Em pouco tempo, ele acumula algumas repetidas, que não são mais importantes para ele, mas para outras pessoas sim. Então, João encontra outros torcedores e começa a trocar. E ele descobre algumas vantagens: algumas figurinhas especiais que ele tem são tão valorizadas, que ele consegue trocar por duas ou até três de outro tipo. Além disso, seu amigo Pedro se oferece para pagar o almoço em troca de algumas que ele ainda não tem e sua amiga Maria pergunta se ele quer vender uma do Neymar por R$20,00.

Vendo que centenas de milhões de pessoas no mundo estão trocando figurinhas e ele até ganhou um almoço em troca de algumas, João percebeu que algumas figurinhas realmente têm um valor maior do que ele pagou por elas. Mas isso não significa que ele pode ir a uma lanchonete, comprar um café e pagar usando suas figurinhas, porque o estabelecimento quer dinheiro e não figurinhas em troca do produto. Parece absurdo para o João, porque a lanchonete estaria recebendo algo que milhões de pessoas ao redor do mundo estão usando hoje como moeda de troca.

João pode explicar à lanchonete que as figurinhas não sofrem com a inflação, que seu valor é o mesmo em todo o mundo e não estão sujeitas a decisões de governos ou Bancos Centrais. Mas é inútil. A loja sabe que precisa arcar com seus custos e pagar seus fornecedores com dinheiro. Enquanto isso, João continua a se movimentar entre a imensa e crescente comunidade de figurinhas em diversos países.

A regra é clara: por mais que existam bilhões de figurinhas circulando no mundo e milhões de pessoas dando valor a elas, um estabelecimento comercial não quer figurinhas, a menos que seu fornecedor possa ser pago com esse mesmo bem.

De fato, existe uma lacuna entre quem dá valor às figurinhas e quem dá valor ao dinheiro. E diante disso, surgem algumas empresas dispostas a criar essa ponte e conectar os dois mundos, entendendo o valor que as figurinhas têm para João e o valor de quem tem o dinheiro para o café. Assim, a empresa se oferece para dar figurinhas à Maria em troca do dinheiro dela e dar dinheiro ao João em troca das figurinhas dele, conforme a necessidade de cada um. Agora, essas instituições podem evoluir e ir muito além fazendo essa ponte. Essas empresas podem possibilitar que João pague a lanchonete com figurinhas, mas o estabelecimento receberá em dinheiro.

Viver com figurinhas soa utópico, claro, porque chegará o momento em que todos completarão seu álbum e ninguém mais vai querer trocá-las. Viver com criptomoedas, por outro lado, já é uma realidade em alguns países do mundo. Ao contrário das figurinhas que perderão seu auge depois que a Copa do Mundo terminar, as criptomoedas continuarão circulando além de seu valor e tempo, devido à necessidade que os mercados e as pessoas têm de contar com uma forma de escapar da inflação e da desvalorização da moeda.

Entenda as analogias dessa história:

  • As criptomoedas são as figurinhas. E o álbum é a wallet (carteira virtual) onde cada cliente guarda suas diferentes criptomoedas.

  • As seleções são as diferentes criptomoedas existentes, algumas com mais valor que outras, por exemplo: bitcoin, ether, USDC, dai, ada, litecoin, etc.

  • As empresas que criam a ponte entre dinheiro e figurinhas são as plataformas de criptomoedas (mais conhecidas como exchanges), onde você pode comprar e vender criptomoedas.

  • As empresas que irão possibilitar que o João pague com cripto e a lanchonete receba em dinheiro tradicional são as plataformas cripto que possuem uma forma padronizada de pagamento, como PIX.

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